quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Congresso da UBES: "Colocar nossa entidade na linha de frente na defesa das nossas reivindicações"


22 de novembro de 2007
Na preparação do 37º Congresso da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES) ocorrem as etapas estaduais.

A etapa paulista do congresso da UBES também foi congresso da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) e aconteceu na cidade de Taboão da Serra, na Grande São Paulo no dia 15 de novembro.

Reproduzimos uma entrevista realizada pelo Jornal O Trabalho com Clara Cerminaro, militante da Juventude Revolução – IRJ, vice-presidente do Grêmio da EE Dr. Álvaro Guião de São Carlos - SP que participou da etapa do Estado de São Paulo, pela Tese "Luta Secundarista: Por uma UBES nas escolas e nas ruas!" e foi eleita delegada ao congresso da UBES.


COMO FOI O CONGRESSO DA UNIÃO PAULISTA DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS (UPES)?

Clara Cerminaro – O maior problema é ausência de atuação da UPES e da UBES nas escolas. As entidades estão afastadas das lutas dos estudantes. Nosso trabalho foi o de explicar o lugar das entidades e a necessidade de colocá-las em movimento em prol dos estudantes. A situação atual em função da política da direção da entidade (UJS) resultou num congresso muito esvaziado, reduzido para um dia e com limite de apenas 10 inscrições nos grupos de discussão. Bebidas alcoólicas proliferaram e os tambores não paravam de bater. Uma guerra de torcidas que afasta os estudantes da entidade e enfraquece a luta em defesa da educação pública.

O QUE VOCÊS PROPUNHAM AOS DELEGADOS?

Clara Cerminaro – Desde o começo colocamos o problema da reconstrução da entidade da UPES (e também da UBES) nas escolas e nas ruas a serviço dos estudantes.

Defendemos a luta pelo passe-livre, através de uma Carta a Lula, uma luta que precisa entrar na ordem do dia de todo o movimento estudantil. Também propomos verba igual para todas as escolas e não o que prevê o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) que é a divisão das verbas por progressão, abrindo caminho à continuidade da cobrança de taxas nas escolas públicas.

Levantamos também nossa posição contrária ao envio tropas brasileiras ao Haiti, um desrespeito à soberania do povo haitiano, às privatizações do governo Lula, ao acordo do Etanol com Bush, pois são políticas contrárias aos interesses do povo e dos estudantes.

Agora vamos batalhar para que todos os delegados eleitos nas escolas participem do congresso nacional. Vamos exigir um verdadeiro debate e lutar para colocar nossa entidade na linha de frente na defesa das nossas reivindicações.

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