Na preparação do 37º Congresso da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES) ocorrem as etapas estaduais.
A etapa paulista do congresso da UBES também foi congresso da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) e aconteceu na cidade de Taboão da Serra, na Grande São Paulo no dia 15 de novembro.
Reproduzimos uma entrevista realizada pelo Jornal O Trabalho com Clara Cerminaro, militante da Juventude Revolução – IRJ, vice-presidente do Grêmio da EE Dr. Álvaro Guião de São Carlos - SP que participou da etapa do Estado de São Paulo, pela Tese "Luta Secundarista: Por uma UBES nas escolas e nas ruas!" e foi eleita delegada ao congresso da UBES. COMO FOI O CONGRESSO DA UNIÃO PAULISTA DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS (UPES)?
Clara Cerminaro – O maior problema é ausência de atuação da UPES e da UBES nas escolas. As entidades estão afastadas das lutas dos estudantes. Nosso trabalho foi o de explicar o lugar das entidades e a necessidade de colocá-las em movimento em prol dos estudantes. A situação atual em função da política da direção da entidade (UJS) resultou num congresso muito esvaziado, reduzido para um dia e com limite de apenas 10 inscrições nos grupos de discussão. Bebidas alcoólicas proliferaram e os tambores não paravam de bater. Uma guerra de torcidas que afasta os estudantes da entidade e enfraquece a luta em defesa da educação pública.
O QUE VOCÊS PROPUNHAM AOS DELEGADOS?
Clara Cerminaro – Desde o começo colocamos o problema da reconstrução da entidade da UPES (e também da UBES) nas escolas e nas ruas a serviço dos estudantes.
Defendemos a luta pelo passe-livre, através de uma Carta a Lula, uma luta que precisa entrar na ordem do dia de todo o movimento estudantil. Também propomos verba igual para todas as escolas e não o que prevê o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) que é a divisão das verbas por progressão, abrindo caminho à continuidade da cobrança de taxas nas escolas públicas.
Levantamos também nossa posição contrária ao envio tropas brasileiras ao Haiti, um desrespeito à soberania do povo haitiano, às privatizações do governo Lula, ao acordo do Etanol com Bush, pois são políticas contrárias aos interesses do povo e dos estudantes.
Agora vamos batalhar para que todos os delegados eleitos nas escolas participem do congresso nacional. Vamos exigir um verdadeiro debate e lutar para colocar nossa entidade na linha de frente na defesa das nossas reivindicações. |
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